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ITSM, ESM e BPMS: Entenda as Diferenças na Prática  

Entenda as diferenças (e por que sua empresa pode precisar dos três) 

Se você já pesquisou sobre gestão de serviços, provavelmente esbarrou nessas três siglas: ITSM, ESM e BPMS. Elas aparecem juntas com frequência, às vezes até como sinônimos, o que gera confusão na hora de decidir o que a empresa realmente precisa. 

A confusão tem explicação simples: os três conceitos se complementam, mas resolvem problemas diferentes. Entender essa diferença evita comprar a ferramenta errada, ou pior, comprar três ferramentas separadas para resolver algo que uma plataforma integrada já resolveria sozinha. 

Três siglas, três problemas diferentes 

Antes de entrar em cada um, vale a lógica geral: ITSM organiza o atendimento de TI. ESM leva essa organização para o resto da empresa. BPMS estrutura e automatiza o processo por trás de qualquer um desses atendimentos. 

Uma forma simples de pensar: ITSM e ESM cuidam de quem pede e quem responde. BPMS é a ferramenta que cuida do caminho que a solicitação percorre por dentro da empresa até ser resolvida. 

ITSM: Gestão de serviços de TI 

ITSM (IT Service Management) é o conceito mais antigo dos três e o mais conhecido. Ele organiza tudo relacionado à área de tecnologia: abertura de incidente, gestão de problema, controle de mudança, cumprimento de SLA, base de configuração (CMDB). 

Empresas com TI estruturada normalmente já têm alguma maturidade em ITSM, mesmo que informal: alguém abre chamado, alguém resolve, existe algum controle de prazo. A questão é que, na maioria dos casos, essa organização fica restrita à TI e não se estende ao resto da empresa. 

ESM: A mesma lógica, aplicada além da TI 

ESM (Enterprise Service Management) pega essa mesma espinha dorsal do ITSM (fluxo, SLA, fila, histórico, indicadores) e coloca à disposição de qualquer área que recebe solicitação interna: RH, financeiro, CSC, facilities, jurídico. 

A diferença central não é tamanho, é público. ITSM serve a TI. ESM serve a empresa inteira, usando a mesma lógica que a TI já validou. 

Esse é o ponto onde muita empresa perde eficiência sem perceber: a TI resolve seus próprios chamados bem, mas o financeiro aprova nota fiscal por e-mail, o RH processa admissão em planilha, e ninguém enxerga o status de nada fora da TI. 

BPMS: Automação do processo em si 

BPMS (Business Process Management Suite) é o conceito mais técnico dos três, e também o mais mal compreendido. Ele não trata de “quem atende quem”, trata da ferramenta que possibilita o desenho e da automação do processo por trás de qualquer atendimento. 

Um exemplo torna isso concreto: imagine o processo de admissão de um novo colaborador. O ESM organiza quem solicita, quem responde e em que status está o pedido. O BPMS permite desenhar e operar o fluxo por trás disso: validação de documento, aprovação de gestor, criação de acesso, envio de equipamento, tudo automatizado, com regras e etapas condicionais definidas. 

BPMS é a ferramenta que  permite que um processo complexo, que passa por várias áreas, aconteça de forma automática e previsível, em vez de depender de alguém lembrar do próximo passo manualmente. 

Onde está a confusão entre os três 

A confusão nasce porque, na prática, os três se sobrepõem no dia a dia da empresa. Um chamado de TI pode ter, por trás dele, um processo automatizado (Usando um BPMS) que atravessa RH e financeiro (ESM), com todo o histórico de atendimento registrado igual ao que a TI já faz para incidentes (ITSM). 

Por isso é raro (e pouco eficiente) tratar os três como temas separados. Eles não competem entre si, se completam. 

Por que sua empresa precisa dos três ao mesmo tempo 

Empresas de médio porte, entre 200 e 5.000 colaboradores, costumam alcançar um ponto em que separar esses três conceitos custa mais caro do que integrá-los. Alguns sinais comuns: 

  • A TI tem processo bem definido, mas o resto da empresa não. 
  • Existem processos que atravessam várias áreas (admissão, compra, lançamento de produto) e nenhuma ferramenta acompanha isso de ponta a ponta. 
  • Cada área usa uma ferramenta diferente para controlar suas próprias solicitações, e nada conversa entre si. 

Quando isso acontece, contratar uma ferramenta de ITSM e outra de ESM sem ter um BPMS raramente resolve, porque cria sistemas que não conversam entre si, cada um com seu próprio login, sua própria base de dados e sua própria curva de aprendizado. 

Como isso funciona em uma plataforma só 

É exatamente esse o motivo pelo qual a Cervello foi construída como uma única plataforma de BPMS que reúne ITSM, ESM e, em vez de tratar os três como temas separados. 

Na prática, isso significa que a mesma base que organiza o atendimento de TI se estende para RH, financeiro, CSC e facilities (ESM), enquanto os processos que atravessam essas áreas podem ser desenhados e automatizados dentro da própria plataforma (BPMS), sem depender de integração externa. 

Um exemplo real: no case da Profarma, a redução de 45 para 15 dias no lançamento de produtos (queda de 66%) não veio de automatizar só um chamado de TI. Veio de conectar mais de 30 áreas da empresa em um fluxo único, com mais de 100 APIs integradas, unindo exatamente os três conceitos: atendimento estruturado (ITSM/ESM) e processo automatizado de ponta a ponta (BPMS).

Case completo Profarma 

Vale reforçar: isso não significa contratar “um pouco de cada módulo”. A lógica da Cervello é de plataforma integrada, composta conforme a necessidade da empresa, não de peças avulsas somadas depois. 

Perguntas frequentes sobre ITSM, ESM e BPMS 

ITSM, ESM e BPMS são a mesma coisa? 
Não. ITSM organiza o atendimento de TI. ESM estende essa organização para outras áreas da empresa. BPMS é a ferramenta que permite estruturar e automatizar os processos por trás de qualquer atendimento. Eles se complementam, mas resolvem problemas diferentes. 

Preciso implementar os três ao mesmo tempo? 
Idealmente você precisa operar um BPMS para aplicar eficazmente o ITMS e o ESM em toda a organização 
 
Mas, como é comum que muitas empresas comecem pelo ITSM, avançam para ESM conforme outras áreas sentem a mesma necessidade de organização, e incorporam a ferramenta de BPMS quando processos mais complexos precisam de automação.  
 
O importante é que a plataforma escolhida seja suficientemente flexível para incorporar os processos e práticas existentes e crescer organicamente a partir dai. 
 

BPMS é o mesmo que automação de processos? 
BPMS é a ferramenta que viabiliza a automação de processos. O conceito de automação é mais amplo, mas o BPMS é o que dá estrutura, fluxo e regras para que essa automação aconteça de forma confiável. 

Uma empresa pequena precisa dos três? 
Depende do volume de solicitações internas e da complexidade dos processos. Empresas menores costumam sentir menos essa necessidade. Ela cresce conforme aumentam o número de colaboradores, de áreas envolvidas e de processos que atravessam mais de um departamento. 

Como saber se minha empresa precisa de um BPMS e aplicar ESM, além do ITSM? 
Um sinal comum é quando processos que envolvem mais de uma área (como admissão, compra ou lançamento de produto) dependem de e-mail, planilha ou WhatsApp para acontecer, sem visibilidade de status nem histórico organizado. 

Sua empresa lida com ITSM, ESM e precisa de um BPMS? 
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